A verdadeira medida do sucesso da MAPS não está apenas em suas realizações e número de pessoas atendidas, programas oferecidos ou reconhecimento da comunidade. Mostra-se também nas conquistas que nossos clientes alcançam ao superar os obstáculos que a vida apresenta.
A MAPS firmou parcerias com muitas outras organizações comunitárias, negócios, agências do governo e importantes líderes comunitários. Elas ajudam a garantir que a comunidade de língua portuguesa encontrem sempre uma oferta de serviços contínua para atender às suas necessidades. Ao unirmos nossas forças, também aumentamos o impacto dos projetos, economizamos recursos preciosos, dividimos conhecimento e promovemos a hamonia cultural.
A agência divulga com frequência assuntos que são importantes para os falantes de Português, tanto dentro quanto fora das comunidades. Isso inclui contato direto com mídia impressa e eletrônica, informações no nosso website e em nossa newsletter, programas de TV a cabo, abordagens junto à comunidade, e defesa junto ao governo nas esferas municipal, estadual e federal. Nós também lutamos pelos direitos dos imigrantes e pelo aumento de recursos para serviços sociais e de saúde linguisticamente adequados, bem como ensino de inglês como segunda língua (ESOL) e cidadania. E, num nível mais individual, nossos funcionários dividem as alegrias e sofrimentos de nossas comunidades, que precisam de muitos tipos de assistência ao enfrentar barreiras culturais, linguísticas e economicas de acesso a educação, saúde e serviços sociais. Aqui estão algumas de suas histórias:

Thaís Neiva, à esquerda, com Jeanette Beltran, do Komen for the Cure, e Dulce Almeida, Educadora de Saúde para Mulheres da MAPS, na corrida Race for the Cure 2008 da Komen
Thaís Neiva, Coordenadora de Prevenção ao Câncer de Mama da MAPS, conta esta história:
“Quando eu comecei a trabalhar no Programa de Prevenção ao Câncer de Mama da MAPS, eu não tinha idéia do quanto esse assunto é importante. Mas à medida que eu fui aprendendo e entendendo a importância da prevenção e, como mulher, a importância de cuidar da nossa saúde, eu percebi como é necessário que eu me informe e ajude a educar outras mulheres sobre o assunto.
“O Susan G. Komen for the Cure me ofereceu excelentes recursos e informações que me prepararam para educar a comunidade de língua portuguesa. A Afiliada de Massachusetts do Komen fornece dinheiro para que a MAPS eduque nossa população sobre prevenção de câncer de mama e aproxime as mulheres de mamografias e outros exames importantes.
“O Programa de Prevenção ao Câncer de Mama da MAPS e o Susan G. Komen for the Cure oferecem recursos importantíssimos para nossa população, nos permitindo levar conhecimento e apoio para as mulheres de uma maneira cultural e linguisticamente adequada. Eu sinto muito orgulho de trabalhar para a MAPS e o Susan G. Komen numa causa tão importante.”
Maria Matos, que supervisiona os Programas de Serviços Sociais para Imigrantes na região de Boston, lembra uma família brasileira a quem ela ajudou este ano quando eles atrasaram o aluguel em cinco meses. O proprietário do imóvel entrou em contato com Maria, para tentar evitar ter que despejá-los. O fato é que a filha de 18 anos do casal estava gravemente doente e, devido aos cuidados constantes que eles precisavam dedicar a ela, os dois pais estavam sem trabalhar. “Depois de informar ao proprietário a situação enfrentada pela família, ele decidiu não seguir adiante com o despejo. Ao invés disso, ele só me pediu para mantê-lo informado sobre a situação do cliente e que tipo de assistência a família poderia receber,” disse Maria, que ainda ajudou a família a receber apoio do Catholic Charities, do Somerville Homeless Coalition, Family to Family e outras organizações comunitárias. “O lado triste dessa história de sucesso é que a filha deles faleceu,” ela diz. “Foi muito difícil para os pais superar a perda, mas eles são muito gratos por tudo o que a cidade de Somerville fez por eles. Bastou um telefonema para fazer a diferença na situação de habitação dessa família. Para mim, isso é muito recompensador.”
Eram 4:30 da tarde quando a Defensora do Programa de Violência Doméstica Martha Vasconcellos recebeu uma chamada de uma brasileira moradora de Brighton. Ela havia sido agredida e violentada sexualmente pelo seu namorado após uma discussão. Ela estava apavorada. A mulher, que não falava inglês, estava na rua e não tinha para onde ir. Nesse dia, Martha estava trabalhando no Family Justice Center em Boston, um dos maiores parceiros da MAPS na prevenção à Violência Doméstica. Ela convidou a mulher para encontrá-la lá, e elas foram juntas à Delegacia de Boston prestar queixa e procurar ajuda. Com a ajuda deles, o namorado agressor foi encontrado às 7:30 da noite. Ele foi preso e deportado para o Brasil. Enquanto isso, a cliente de Martha foi aprovada para o visto U, um tipo especial de visto para vítimas de violência doméstica, e Martha continuou a ajudá-la a lidar com outras questões em sua vida.
Como muitos imigrantes, Alice Fernandes saiu do Cabo Verde para os Estados Unidos aos 13 anos, sabendo muito pouco inglês e deixando a maioria de seus amigos e parentes para trás. Aos 17, ela se preparava para ir para a faculdade Bryn Mawr, na Pensilvânia, com bolsa integral. Ela era a melhor aluna em sua turma de Ensino Médio em Boston e importante integrante do Programa de Formação de Líderes do Programa de Jovens da MAPS em Dorchester havia muitos anos, ajudando outros jovens cabo-verdianos a ajustarem-se em seu novo País e a adotarem estilos de vida positivos. Alice e uma outra participante do Programa de Jovens da MAPS, Mircea de Veiga, de 17 anos, estavam entre outros jovens convidados como palestrantes na Conferência de Jovens Americanos realizada na Suffolk University em janeiro de 2004. Os jovens falaram de assuntos como educação bilíngue, e os obstáculos enfrentados pelos jovens imigrantes. Mas a história não termina aí. Um ano após Alice, Mircea também foi aceita na Bryn Mawr!
Um dia, uma jovem mãe desesperada entrou no escritório de Lowell da MAPS. Uma imigrante de língua portuguesa e um pequeno bebê, problemas médicos, sem emprego nem autorização de trabalho, ela havia se separado recentemente de seu agressivo marido americano. O Pedido de Imigração de Parente Estrangeiro que seu marido havia registrado para ela foi negado pelo Serviço de Imigração e Naturalização (INS) porque ela perdeu uma entrevista por estar no hospital e enviou informações sobre sua nova situação para um endereço errado do INS. Além de todos os problemas que já enfrentava, ela corria o risco de ser deportada. A Assistente Social de Imigrantes de Lowell, junto com um advogado local de língua portuguesa, começou a trabalhar imediatamente para corrigir o status imigratório da cliente. Ela também ajudou a mulher a marcar consultas médicas, receber Food Stamps para seu bebê, e conectar-se com outros serviços. A mulher e o filho começaram a prosperar. O INS aprovou a petição da cliente de residência legal, abrindo o caminho para ela conseguir um emprego e começar uma vida nova nos Estados Unidos.
Quando a família Fidélis chegou de Santa Catarina, no Brasil, em 1998, eles não falavam Inglês. Odair Fidélis, sua esposa grávida Martinha e os dois filhos do casal dividiam um studio com outra pessoa, dormindo sobre roupas espalhadas pelo chão. Odair trabalhava pesado, mas não recebia o pagamento que deveria, e o pequeno Artur, de 9 anos, nao podia andar nem falava muito devido a incapacidades físicas. A mãe dele o carregava nas costas até ela ficar muito doente, devido a complicações na gravidez. Com a ajuda da Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers (MAPS) e outros prestadores de serviço social e de saúde da região de Boston, os Fidélis puderam melhorar e muito suas condições de trabalho e moradia, conseguiram atendimento médico para seu filho, aprenderam Inglês e se estabeleceram em sua nova comunidade de Everett. Em 2003, o United Way of Massachusetts Bay homenageou a família Fidélis com seu Prêmio de Coragem, durante a Reunião Anual e Celebração de Campanha da United Way, em Boston.
“Graças à United Way, nós pudemos conectar essa família aos vários recursos de que eles precisavam,” afirmou Paulo Pinto, Diretor Executivo da MAPS.
Eles são idosos, um deles quase cego e ambos sofrendo de doenças crônicas. Até bem pouco tempo, eles enfrentavam dificuldades para pagas as contas de médicos e remédios e ainda ter dinheiro para comida. Estavam isolados, não queriam pedir ajuda porque acreditavam que se pedissem ajuda perderiam seus benefícios do Social Security. A vida estava cada vez mais difícil. Até que eles conheceram Maristela Tosato.
Assistente Social para Imigrantes na MAPS, Maristela os ajudou a conseguir aquecimento e ajuda para compra de alimentos, bem como ajuda doméstica e de enfermagem em casa. Com os esforços dela, eles agora contam com serviços médicos e de medicamentos, além de uma Life Line por meio dos serviços para a Terceira Idade do Merrimack Valley.
A vida ainda é difícil para esse casal, principalmente devido a seus sérios problemas de saúde. Mas eles não vivem mais isolados. Eles se sentem seguros, bem cuidados e ligados à comunidade. Por causa da MAPS, muitas agências agora os apóiam e, à medida que a situação deles muda, Maristela os ajuda a se adequarem.
Apesar de ainda os ajudar de diversas maneiras, até mesmo traduzindo a correspondência, quando necessário, Maristela diz com satisfação: “agora eles estão por conta própria, e a MAPS estará sempre presente para ajudá-los a manter um estilo de vida seguro e independente.”